Parceria Transatlântica é oportunidade para retirar os Açores da estagnação (Vídeo)

VenturaO deputado do PSD/Açores na Assembleia da República considerou hoje que o acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), que está a ser negociada entre a União Europeia e os Estados Unidos, apresenta muitas oportunidades para o desenvolvimento económico e social de Portugal, entre as quais a “oportunidade para retirar os Açores dos piores resultados socioeconómicos da história da Autonomia que são da responsabilidade de 20 anos de governação do Partido Socialista”.

“Todos os estudos de impato, globalmente, referem vantagens acrescidas para a União e para Portugal nos vários cenários, dos mais pessimistas aos mais otimistas. Para os Açores, prevê-se, num dos cenários estudados, um aumento do PIB em 0,35% e do VAB em 10 milhões de euros, acrescendo um substancial aumento no comércio de produtos manufaturados”, referiu António Ventura, numa intervenção em plenário.

No entender do social democrata, “os Açores são ilhas que se situam a meio caminho entre a Europa e a América do Norte”, considerando que “não podemos deixar aprisionar Portugal na inação”.

“Os Açores são verdadeiramente incontornáveis em tudo o que se possa discutir relativamente às relações transatlânticas. Neste sentido, e na esfera de novas possibilidades de valências e funcionalidades para a Base das Lajes, importa não esquecer toda a estrutura que lhe é inerente, como o respetivo porto marítimo”, salientou.

Ventura recordou que a Base das Lajes “é o centro de uma Zona Económica Exclusiva (ZEE)”, onde circula, atualmente, cerca de 53% do comércio externo da União Europeia, para além de ter laços históricos e culturais com os Estados Unidos da América, tendo uma “relação privilegiada”, cujo epicentro se encontra na Terceira.

“O BE, PCP e PEV, partidos que suportam o Governo, são contra a presença norte-americana na Base das Lajes e manifestam, permanentemente oposição ao TTIP e ao CETA, porque são contra a livre concorrência, são contra a economia aberta e são contra o comércio internacional que é tão só o motor da economia da União”, constatou.

Segundo o parlamentar, mesmo quando todos os cenários sobre o TTIP dizem que os salários em Portugal aumentam, que cresce o emprego e que as empresas terão novos mercados, “estes partidos são contra devido ao seu radicalismo ideológico”.

“A extrema esquerda prefere sempre criar pobres a criar riqueza”, lamentou.

António Ventura frisou que o Governo “não pode ser um contributo” para afugentar o investimento externo e para “destruir a confiança” conseguida pelo anterior Governo.

“Este é um acordo de importância vital para o futuro da União Europeia e para o futuro de Portugal. Este debate é mais um momento de saber quem está do lado deste futuro, quem está contra ou quem está repartido entre o contra e o a favor por razões estratégicas”, concluiu.

 

 

+central

 

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