Governo dos Açores adia venda de gasóleo colorido e marcado para junho

petroleo_combustivelO presidente do conselho diretivo do Fundo Regional de Coesão (FRC) anunciou ontem que a venda de gasóleo colorido e marcado, destinado à agricultura e pescas, nos Açores, só começa a partir de 1 de junho, devido a atrasos nas adaptações e equipamentos necessários.

“Inicialmente, o prazo estava fixado para hoje, mas entendemos prorrogar, porque no que respeita à logística de comercialização do gasóleo colorido e marcado surgiram fatores imprevistos que condicionaram que as companhias e as empresas detentoras dos parques de combustível tivessem nesta altura todas as adaptações e todos os equipamentos necessários”, afirmou João Filipe, em conferência de imprensa.

Segundo o presidente do FRC, o prazo de três meses foi “consensual” para que as alterações se processassem “dentro da normalidade”, mas surgiram “fatores imponderáveis e imprevisíveis” relacionados com “atrasos de entrega de encomendas de equipamentos e de outros bens que permitiriam a adaptação dos postos de combustíveis e dos parques neste prazo fixado”.

João Filipe frisou que este é um processo “novo para todos”, considerando que não se transita de um sistema de abastecimento de combustíveis que “tem especificidades técnicas muito próprias para outro sem que possam surgir determinadas situações não previstas”.

“É um processo cuja sincronização acaba por ser um fator chave, porque é necessário que, em todas as ilhas, todas as estruturas estejam preparadas para que (a comercialização) arranque no mesmo dia”, disse o responsável, acrescentando foi necessário ter em conta “as dificuldades que surgiram relativamente às características de determinados postos de combustíveis em cada ilha”.

Segundo João Filipe, as companhias solicitaram esta prorrogação de prazo, tendo os motivos sido analisados e, por “serem questões tecnicamente não previstas”, foi decidido “conceder esta prorrogação” para que a comercialização deste gasóleo comece em simultâneo em todas as ilhas.

Com a introdução do gasóleo marcado e colorido, o Governo Regional dos Açores pretende “reforçar o controlo deste benefício, combatendo a utilização indevida do mesmo”.

Segundo o executivo, o gasóleo colorido e marcado possui as mesmas características do gasóleo rodoviário, distinguindo-se na coloração (verde) e pelo facto de possuir um aditivo de natureza química (traçador) que permite a sua fácil deteção, mesmo quando previamente descorado.

Em 2014, uma investigação da GNR permitiu detetar fraudes na utilização do gasóleo agrícola no arquipélago dos Açores de, pelo menos, três milhões de euros.

 

 

 

Foto: Direitos Reservados

Lusa/+central

 

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