Deputados divergem sobre capacidade da nova administração do Hospital da Terceira

ALRAAOs deputados dos partidos com assento na Comissão Parlamentar de Assuntos Sociais têm opiniões divergentes sobre as condições do recém anunciado conselho de administração do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT).

No entender do CDS-PP, partido que se mostrou mais critico a esta nomeação, o presidente indigitado não tem uma visão real da situação atual da unidade de saúde.

“Não tem uma visão do que é o que Hospital da Terceira, das suas reais necessidades e sobre o seu futuro. Sobre questões simples mostrou-se sempre evasivo, sem delinear uma estratégia, sem apontar um objetivo para a sua gestão”, afirmou Artur Lima, no final da audição ao Dr. Rui Luís, no âmbito da sua indigitação para presidente do conselho de administração do HSEIT.

O popular açoriano entende que “gerir um hospital não é gerir uma fábrica de parafusos”, salientando que se tratam de “pessoas”, de “vidas” e de “sentimentos”.

Na opinião de Artur Lima, o indigitado presidente “já está manietado” por interesses instalados no HSEIT.

Apesar de considerar estas audições um fair divert do governo socialista, Artur Lima anunciou que o CDS-PP Açores, pela primeira vez, dará parecer negativo à nomeação de Rui Luís e do seu conselho de administração.

Também o PSD lamentou a ausência de uma estratégia de atuação no decorrer da audição.

“O HSEIT precisa de um conselho de administração competente, que posso resolver os problemas que se apresentam, levando até ao fim a sua missão. A falta de experiência do presidente indigitado, na área da administração hospitalar, deixa-nos algumas reservas relativamente ao futuro”, referiu Luís Rendeiro.

O social democrata lembrou que já existiram dois conselhos de administração que não conseguiram concluir os seus mandatos, agravando as necessidades prementes do HSEIT.

“Ficamos preocupados pela existência de um desconhecimento, completo ou propositado, quanto aos assuntos concretos do quotidiano funcional do hospital, perante a não resposta às questões que lhe foram colocadas”, salientou.

Luís Rendeiro entende que apenas o tempo e os resultados permitirão verificar se esta foi uma boa escolha.

Já o PS considera acertada esta escolha por entender que Rui Luís e o seu conselho de administração são uma “equipa capaz” de conduzir os destinos do HSEIT.

“Demonstrou, durante esta audição, um sentido de bom senso aliado à competência e experiência que tem. A equipa que escolheu é competente, dentro das suas áreas específicas, com uma grande capacidade de diálogo e de aceitação interna”, constatou o deputado Domingos Cunha.

O socialista salientou as capacidades de empenho e de serviço, de todos os membros conhecidos do conselho de administração, antevendo um reconhecimento público, por parte dos utentes, no futuro do HSEIT.

Sobre as acusações de existência de lobies internos no HSEIT, Domingos Cunha rejeita as afirmações, por considerar que carecem de “confirmação objetiva”.

“Até agora, nunca nos apercebemos dessa situação, não creio que seja uma realidade, tanto no HSEIT como no Serviço Regional de Saúde”, disse.

Domingos Cunha acredita que este conselho de administração tem condições para ultrapassar os principais obstáculos que venha a encontrar, abordando todas as situações com “bom senso e diálogo”.

 

 

 

+central

 

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