Serrão Santos quer “sistemas de mitigação fiáveis” no combate ao aquecimento global

Serrão SantosNa sessão de abertura do 5º Fórum do European Marine Board (EMB), Ricardo Serrão Santos, afirmou que “os muros que estamos a construir para impedir as pessoas de se movimentarem através das fronteiras nacionais são uma experiência triste”. Para o cientista marinho e eurodeputado socialista “o único muro em que devíamos estar a investir é um muro para parar o aumento do aquecimento global e os seus efeitos”.

O Fórum, que se realiza em vésperas da cimeira do clima de Paris, COP21, tem como objetivo transmitir as posições da comunidade de investigação marinha acerca do papel critico da ciência oceânica como parte da resposta social às alterações climáticas.

Para Serrão Santos “não há mais tempo para discutir adiamentos, a adaptação não é mais uma questão ou uma solução como foi no passado. Precisamos de investir fortemente em sistemas de mitigação fiáveis. É tempo de parar com a “grande experiência geofísica” a que temos sujeitado o planeta e os seus oceanos”.

Perante uma plateia de representantes das principais entidades europeias e de personalidades chave no apoio, desenvolvimento e utilização da investigação marinha e tecnologia, Serrão Santos afirmou que “nas últimas décadas os Oceanos têm sido a válvula de segurança do planeta, absorvendo o dióxido de carbono libertado para a atmosfera em resultado da queima de combustíveis fósseis. Têm também absorvido muito do excesso de calor produzido em resultado dos elevados níveis de dióxido de carbono na atmosfera”. Durante o debate onde interveio o Doutor Fausto Brito e Abreu, Secretário Regional para os Assuntos do Mar, da Ciência e Tecnologia, foi realçado que as Regiões Ultraperiféricas e os Países e Territórios Ultramarinos da Europa representam o maior espaço oceânico do mundo e um grande repositório de biodiversidade e de recursos únicos que têm de ser contextualizados no âmbito das mudanças globais.

A terminar o eurodeputado reafirmou que o tempo é de ação e enfatizou que “mesmo os Oceanos têm limites. A descoloração dos corais, a interrupção das migrações de peixes, a inundação das zonas húmidas, a acidificação, o degelo nos pólos, são sinais de que estamos a levar o Oceano ao limite”.

 

 

 

Foto: GSS

GESS/+central

 

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