Passos Coelho garantiu, por carta, apoio a Sócrates na vinda da troika

cartaDurante o debate televisivo que opôs Passos Coelho e António Costa, o líder dos socialistas acusava a dada altura o líder da coligação de ter contribuído para a chegada da troika, que aterrou em Portugal em 2011.

 

Na altura, recorde-se, José Sócrates acreditava que o PEC4 iria ser suficiente para evitar que Portugal pedisse um programa formal de ajuda financeira. O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, não partilhou da mesma opinião. Após o chumbo do PEC4, Sócrates acabaria por se demitir, dando lugar a eleições, mas não sem antes assinar o apoio de 78 mil milhões de euros assegurado a Portugal, em troca de um programa de medidas.

Agora, o jornal Público revela que em 2011 Passos Coelho mostrou ao então primeiro-ministro, via carta, que tanto ele como o seu partido estariam prontos para apoiar o pedido de ajuda externa.

“Se essa vier a ser a decisão do Governo, o Partido Social Democrata não deixará de apoiar o recurso aos mecanismos financeiros externos”, pode ler-se na carta assinada por Pedro Passos Coelho, a 31 de março de 2011, e dirigida a José Sócrates.

“Estes factos não podem deixar de motivar a minha profunda preocupação”, escrevia ainda Passos Coelho a propósito das informações que detinha do Banco de Portugal e da Associação Portuguesa de Bancos sobre as dificuldades do sistema financeiro português.

O atual primeiro-ministro finalizava a carta que o Público revela anunciando que as informações que constavam da missiva tinham sido também transmitidas a Cavaco Silva.

 

 

 

Foto: Público

NAM/+central

 

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