Esperadas mais de 20 touradas à corda no mês de maio

Capinha Carlos 5Arranca amanhã a época das touradas à corda na Terceira, nos Açores, estando já previstas para o mês de maio 21 manifestações taurinas na ilha, um número semelhante a anos anteriores.

“É o normal para o mês de maio. Penso que vamos atingir a média dos anos anteriores, 240 a 250 touradas, porque para o mês de junho já estão marcadas 35 ou 36”, adiantou, em declarações à Lusa, José Henrique Pimpão, amante da tourada à corda.

Entre 01 de maio e 15 de outubro realizam-se na ilha Terceira, anualmente, cerca de 250 touradas à corda, sendo que a maior parte está associada a festas do Espírito Santo ou a festas dos santos padroeiros.

Ao contrário das corridas de praça, as touradas à corda realizam-se na rua, em percursos que são encerrados aos veículos no período em que ela decorre, normalmente ao final do dia.

Em cada tourada, correm, segurados por uma corda, quatro touros, um de cada vez, por um período de meia hora, sensivelmente, e a população assiste à tourada nas ruas ou nas varandas, sem pagar bilhete.

A tourada à corda tem um peso significativo na economia da ilha, mas nem os “pastores”, que seguram a corda, nem os “capinhas”, que brincam com o touro, são remunerados.

No ano passado, realizaram-se apenas 12 touradas à corda no mês de maio, porque as festas do Espírito Santo começaram excecionalmente no mês de junho, mas de maio a outubro registaram-se 226 touradas, menos cinco do que em 2013.

O número de touradas à corda tem-se situado, no entanto, entre as 240 e as 250 nos últimos anos, tendo-se registado 257 em 2010.

Segundo José Henrique Pimpão, a isenção de taxas municipais nas touradas tradicionais por parte das duas autarquias da ilha Terceira contribuiu para a manutenção do número de touradas à corda, apesar da crise.

“Ajudou muito. As touradas à corda são muito importantes para a economia da ilha e aquela gente faz as festas por amor, porque não ganha nada em troca”, frisou, referindo-se às comissões de voluntários que organizam as festas tradicionais da ilha Terceira.

Numa ilha com pouco mais de 55 mil habitantes, existem “cerca de 20 ganadarias e seis mil cabeças de gado bravo”, de acordo com o livro “A Terra e o Gado, a Corda e as Gentes”, de Arnado Ourique, que apresenta motivos para a classificação da tourada à corda como Património da Humanidade da Unesco (a agência das Nações Unidas para a educação e cultura).

Aos fins de semana, há dias em que se realizam quatro touradas à mesma hora, mas sobretudo quando os touros são “de fama”, os arraiais enchem-se de gente.

“Houve aqui há tempos uma tourada em São Sebastião que teve mais de 15 mil pessoas”, recordou José Henrique Pimpão.

 

 

Foto: Direitos Reservados

Lusa/+central

 

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